Google lançou o Gemma 4 e trocou a licença dos modelos abertos para Apache 2.0. Microsoft também apresentou três novos modelos fundamentais. E o Google Vids ganhou um pacote de IA com Veo, Lyria e avatares dirigíveis.
É mais um dia de grandes plataformas tentando ocupar mais camadas da pilha de IA. No caso da Google, a mudança de licença importa tanto quanto o modelo: Apache 2.0 é um sinal claro para adoção e redistribuição. Já a Microsoft está reduzindo dependência de terceiros ao colocar modelos próprios em voz, áudio e imagem. Nada disso resolve, por si só, a velha pergunta sobre diferenciação real. Mas muda o tabuleiro interno da corrida.
Fora do palco de lançamento, o alerta mais duro veio da segurança: novos ataques Rowhammer conseguem comprometer máquinas com GPUs Nvidia. Isso é menos vistoso que um demo de produto, e bem mais chato de ignorar. Ataques assim lembram que a infraestrutura de IA continua exposta em camadas bem concretas — memória, hardware, virtualização, isolamento.
No flanco de privacidade e governança, a Perplexity foi alvo de um processo que chama seu “Modo Anônimo” de fraude, com acusação de compartilhamento de conversas para anúncios. E a Anthropic disse que sua ofensiva via DMCA contra vazamentos acabou atingindo forks legítimos no GitHub. Em ambos os casos, o padrão é parecido: o mercado vende controle e proteção, mas a implementação real continua bagunçada. O nome pode ser “incognito”, “seguro” ou “responsável”. A prova segue no detalhe.
Google e Microsoft apertam o ritmo dos modelos
Google anunciou o Gemma 4 e mudou os modelos abertos para a licença Apache 2.0. Ao mesmo tempo, a Microsoft apresentou três novos modelos fundamentais, incluindo geração e transcrição de voz, além de áudio e imagem. O Google Vids também recebeu integração com Veo, Lyria e avatares dirigíveis. É avanço de produto, sim. Mas também é a continuação de uma corrida em que as big techs tentam fechar mais partes do ecossistema dentro de casa.
Ataque Rowhammer expõe a base física da IA
Novos ataques Rowhammer, chamados GDDRHammer e GeForge, conseguem atingir máquinas que rodam GPUs Nvidia. O ponto aqui não é demo de laboratório com cara de paper distante: é risco para infraestrutura real de IA e datacenter. Quando memória de GPU vira vetor de ataque, a conversa sai do marketing de modelo e entra em contenção, isolamento e correção de hardware. É o tipo de notícia que ninguém quer no roadmap.
Privacidade e proteção de código continuam sob atrito
A Perplexity enfrenta um processo que chama seu “Modo Anônimo” de fachada e acusa Google, Meta e Perplexity de compartilhar conversas para aumentar receita publicitária. Separadamente, a Anthropic disse que sua ação baseada em DMCA contra vazamentos acabou atingindo forks legítimos no GitHub. Os dois casos apontam para o mesmo problema: o discurso de privacidade e controle costuma ser mais limpo que a execução. E a conta, quase sempre, aparece depois.